sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Criado o Conselho Nacional de Combate à Discriminação - LGBT

O Presidente Lula e o Ministro Paulo Vannuchi (Secretaria de Direitos Humanos) assinararam o Decreto n º 7.388, em 9 de dezembro de 2010, publicado hoje (10/12) no Diário Oficial da União, que dispõe sobre a composição, estruturação, competências e funcionamento do Conselho Nacional de Combate à Discriminação - CNCD.


(O texto do Decreto na íntegra está disponível aqui)


Segundo o Decreto, o Conselho tem por finalidade formular e propor diretrizes de ação governamental, em âmbito nacional, voltadas para o combate à discriminação e para a promoção e defesa dos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - LGBT.


O Conselho será composto por 15 ministérios e 15 organizações da sociedade civil.


Segundo Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais - ABGLT, “o estabelecimento do Conselho é uma reivindação da ABGLT e uma conquista da sociedade civil e do governo Lula, dando seguimento às deliberações da 1ª Conferência Nacional LGBT, realizada em junho de 2008, para fazer o controle social da implementação das 166 ações do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT.”

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Videoconferência Educação, Cidadania e Homofobia: 09/12, das 14 às 17h


A Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São Paulo, vinculada à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, em parceria com a Fundação do Desenvolvimento Administrativo, da Secretaria da Gestão, promove na próxima quinta-feira (09/12), das 14 às 17 horas, a última da série de três videoconferências previstas para o mês de dezembro. O tema a ser abordado é Educação, Cidadania e Homofobia.

Para tratar do assunto, Janaina Lima, Beto de Jesus e William Siqueira Peres vão falar sobre a educação, cidadania e homofobia. Serão tratadas questões atinentes ao bullying homofóbico, violência simbólica no espaço educacional, intolerâncias às diferenças sexuais, desafios e conquistas da cidadania LGBT.

A videoconferência é parte integrante do projeto “A Conquista da Cidadania LGBT: a Política da Diversidade Sexual em São Paulo” e objetiva capacitar, em especial, os servidores públicos do Estado de São Paulo, conforme determina o Plano Estadual de Enfrentamento à Homofobia e
Promoção da Cidadania LGBT, que define ações e metas a serem desenvolvidas por 11 Secretarias do Governo Paulista no biênio 2010-2011.

A apresentação ao vivo é aberta a todos os interessados. Basta acessar o link http://media.escolasdegoverno.sp.gov.br/diversidade. Durante a videoconferência é possível interagir com os entrevistados mandando sugestões e perguntas pelo endereço fundap.vc@fundap.sp.gov.br


Janaina Lima
Pedagoga, ativista e militante do Movimento de Travesti no Brasil. É Coordenadora do Fórum Paulista de Travestis e Transexuais. Integra oIdentidade – Grupo de Luta pela Diversidade Sexual e a ANTRA – Articulação de Travestis e Transexuais.

Beto de Jesus
Educador e ativista do Movimento LGBT Brasileiro. Foi Secretario para América Latina e Caribe da International Lesbian, Gay, Bisexual, Trans people and Intersex Association. Atualmente é Diretor da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais e
coordenador do Instituto Edson Neris.

William Siqueira Peres
Psicólogo. Mestre em Psicologia pela UNESP/Assis. Doutor em Saúde Coletiva pelo IMS/UERJ. Pós-Doutor em Psicologia e Estudos de Gênero pela Universidade de Buenos Aires. Professor do Departamento de Psicologia Clínica – UNESP/Assis.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Videoconferência: legislação e saúde para LGBT:: 07/12 das 14 às 17h


A Coordenação de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado de São
Paulo, vinculada à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, em
parceria com a Fundação do Desenvolvimento Administrativo, da Secretaria
da Gestão, promove na próxima terça-feira (07/12), das 14 às 17 horas, a
segunda, da série de três videoconferências previstas para o mês de
dezembro. O tema a ser abordado é Direitos Humanos da População LGBT.

Para tratar do assunto, Dimitri Sales, Artur Kalichman e Roseli Tardelli
vão falar sobre a legislação estadual voltada para a população LGBT, como
a Lei 10.948/01, que pune a discriminação homofóbica, e o Decreto
55.588/10, que garante a travestis e transexuais o direito à escolha de
tratamento nominal nos órgãos públicos do Estado de São Paulo. Além
disso, questões de saúde, como a criação do Ambulatório Especializado em
Saúde de Travestis e Transexuais, serão apresentadas.

A apresentação ao vivo é aberta a todos os interessados. Basta acessar o
link http://media.escolasdegoverno.sp.gov.br/diversidade. Durante a
videoconferência é possível interagir com os entrevistados mandando
sugestões e perguntas pelo endereço fundap.vc@fundap.sp.gov.br


Dimitri Sales
Advogado. Mestre e Doutorando em Direito Constitucional pela Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo. Membro Colaborador da Comissão de
Direitos Humanos e do Comitê de Estudos da Diversidade Sexual, órgãos da
OAB/SP. É o Coordenador de Políticas para a Diversidade Sexual do Estado
de São Paulo.

Artur Kalichman
Mestre em Medicina Preventiva pela Universidade de São Paulo, é médico
sanitarista do Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids da
Secretaria de Saúde (SP). Atualmente é Coordenador Adjunto e Diretor
Técnico substituto do CRT – DST/Aids.

Roseli Tardelli
Jornalista e apresentadora de programas de rádio e TV, como Roda Viva, da
TV Cultura, e Espaço Informal, da Rádio Eldorado AM, é fundadora e
Diretora Executiva da Agência de Notícias da Aids e da Agência de
Notícias de Resposta ao Sida, em Moçambique.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

CONTRA A HOMOFOBIA E OUTRAS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO:: SÃO PAULO, 02/12


Fonte da Foto: Murilo Ribas

AUDIÊNCIA PÚBLICA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS DA CÂMARA DE SÃO PAULO DISCUTE COMBATE À HOMOFOBIA E OUTRAS FORMAS DE DISCRIMINAÇÃO

O presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania, Segurança Pública e Relações Internacionais da Câmara Municipal de São Paulo, ver. Ítalo Cardoso, convida para:

Reunião Ordinária “Não à homofobia e outras formas de discriminação”

A ser realizada ao dia 2 de dezembro de 2010, às 13h, na Câmara Municipal de São Paulo – Palácio Anchieta (Viaduto Jacareí, nº 100, sala Sérgio Vieira de Melo [subsolo], Bela Vista)

Com a finalidade de articular estratégias de coibição adequada aos crimes de ódio – que incluem o racismo, o machismo e a xenofobia – o monitoramento da impunidade e analisar os padrões de segurança que garantam a dignidade e cidadania dos grupos discriminados.

A atividade é convocada pelas entidades Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT); o Fórum Paulista LGBT; a Conexão Paulista LGBT; o Grupo CORSA; a Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo (APOGLBT); o Instituto Edson Néris (IEN); o Coletivo de Feministas Lésbicas (CFL), o Espaço B e as Católicas pelo Direito de Decidir.

Para ler mais em outros lugares:

http://www.paradasp.org.br/noticias.php?id=149

http://catolicasonline.org.br/ExibicaoNoticia.aspx?cod=1168

http://www.mundomais.com.br/exibemateria2.php?idmateria=1846


PROGRAMAÇÃO CULTURAL PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES [SÃO PAULO]

A ARTE PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

Católicas pelo Direito de Decidir dará início, nesta semana, a uma série de atividades artísticas pelo fim da violência contra as mulheres. Convidamos você a se juntar a nós nesta jornada cultural para enfrentarmos esse grave problema que afeta a vida e a dignidade das mulheres brasileiras.
As atividades programadas são:

Dia 21/11 (domingo) - Grafitti das jovens em muro da CPTM da Barra Funda, em São Paulo (SP)
Para marcar o Dia da Consciência Negra (20 de novembro) e o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres (25 de novembro), o Grupo de Intervenção Feminista Maçãs Podres, nosso parceiro nesta ação, organizou um grupo de jovens para grafittar um muro da Rua da Várzea (São Paulo, SP), próximo Estação Barra Funda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), outra importante parceira nesta atividade. A partir de 10h.
SAIBA COMO FOI ESTA ATIVIDADE CLICANDO AQUI!.

Dia 28/11 (domingo) - Grafitti dos jovens em muro da CPTM de Santo André (SP)
Para marcar o dia da Campanha do Laço Branco (6 de dezembro), que reúne homens que atuam para eliminar a violência contra as mulheres , o Grupo de Intervenção Feminista Maçãs Podres, nosso parceiro nesta ação, organizou um grupo de jovens para grafittar um muro da Rua Queiroz dos Santos (Santo André, SP), próximo Estação Santo André da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), outra importante parceira nesta atividade. A partir de 10h.
Saiba mais sobre esta atividade clicando aqui.

Dia 5/12 (domingo) - Show gratuito no Parque do Carmo, em São Paulo (SP)
A música pode juntar pessoas. Com mais volume, ela pode parar a violência!
Show com:
  • Leci Brandão
  • Dominatrix & Vange Leonel
  • Hip Hop Mulher : Amanda NegraSim, DJ Simmone, Rúbia Fraga e Tiely Queen
  • E outras atrações!
  • Apresentação de Faa Morena
Durante o show, acontecerá uma intervenção surpresa, não perca!

Clique aqui para ver os vídeos de divulgação do show e ajude-nos a divulgá-los.
Contamos com você, participe!




PROJETO ARTE E CULTURA PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES
Conheça blog do projeto - www.sededeque.com.br

Patrocínio:
Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), do Governo Federal

Apoio:
ATB Comunicações
Conectiva
Cozinha da Matilde
Estúdio Um a Zero
LadyFest
Grupo de Intervenção Feminista Maçãs Podres
CPTM - Companhia Paulista de Trens Metropolitanos
Secretaria Municipal de Participação e Parceria
Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente
Coordenadoria da Mulher do Município de São Paulo

Produção do show:
Associação Cultural Dynamite

Realização:
CATÓLICAS PELO DIREITO DE DECIDIR

VÍDEO DO GUDDS/UFMG: HOMOFOBIA, NÃO!



Vídeo em promoção do respeito à diversidade sexual produzido pelo GUDDS - Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual - ligado ao NUH - Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT/ UFMG.

Os depoimentos no video são baseados nos Princípios de Yogyakarta, que orientam a aplicação da Legislação Internacional de Direitos Humanos em relação à Orientação Sexual e Identidade de Gênero.

O vídeo foi lançado em 20 de maio de 2009 no evento "Homofobia, Diversidade Sexual e Mídia" realizado na FAFICH/UFMG.

Os artistas participantes não cobraram cachê. A trilha foi gentilmente cedida pela compositora e guitarrista Kaki King.

Gostou? Então, ajude a divulgar o trabalho do pessoal do GUDDS!

terça-feira, 16 de novembro de 2010

NOTA OFICIAL DA ABGLT CONTRA A VIOLÊNCIA HOMOFÓBICA


ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

NOTA OFICIAL CONTRA A VIOLÊNCIA HOMOFÓBICA

No último domingo (14/11/2010) foram noticiados em cadeia nacional dois casos separados de atos extremos de violência contra homossexuais.

Em São Paulo, em plena Avenida Paulista, um grupo de cinco jovens perpetrou dois ataques diferentes que, segundo testemunhas, foram gratuitos e caracterizados como homofóbicos pelos xingamentos feitos pelos atacantes.

No Rio de Janeiro, após a 15ª Parada LGBT, um jovem gay foi baleado no estômago no Arpoador, também gratuitamente. Segundo a vítima, o agressor é um militar que trabalha nas redondezas, no Forte de Copacabana.

Felizmente, desta vez, nenhuma das vítimas morreu.

Para a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), estes casos, infelizmente, são apenas a ponta de um imenso iceberg, e ganharam visibilidade nacional inusitada, porém bem-vinda.

Diariamente, lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) sofrem violência desta natureza em nosso país. E pior, a cada dois dias, em média, uma pessoa LGBT é assassinada no Brasil, segundo dados do Grupo Gay da Bahia.

Portanto, a ABGLT vem se manifestar, mais uma vez, pelo fim imediato de toda e qualquer violência homofóbica, e pela promoção de uma cultura de paz e respeito à diversidade, conclamando:

Ao Poder Executivo, em todos os níveis, que tome as medidas cabíveis e apure os fatos destes e de outros crimes de violência cometidos contra LGBT, identificando e punindo exemplarmente os culpados, sem deixar os crimes impunes. A impunidade gera mais violência.

Que o Governo Federal acelere a implementação do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e dos Direitos Humanos de LGBT.

Que os governos estaduais e municipais elaborem e também implantem seus planos de combate à homofobia.

Que promova a educação para o respeito à diversidade sexual, para que as novas gerações possam aprender a conviver com e respeitar as diferenças.

Que promova no âmbito estadual e municipal, eventos de sensibilização de agentes da segurança pública, como o II Seminário de Segurança Pública para LGBT, que na semana passada no Rio de Janeiro capacitou 150 policiais de todo o país em questões específicas à segurança da população LGBT.

Ao Congresso Nacional, que aprove legislação específica contra toda e qualquer forma de discriminação no Brasil, inclusive a discriminação homofóbica, e que certos parlamentares deixem de afirmar que a população LGBT não precisa de legislação que a proteja desta forma. Os fatos sobre a violência e a discriminação contra LGBT estão expostos, é hora de agir e cumprir o papel de legisladores eleitos para representar todos e todas os/as brasileiros/as, sem distinção. O Projeto de Lei da Câmara nº 122/2006 está tramitando no Congresso Nacional desde 2001 (P/L 5003/2001). São nove anos de inércia e desrespeito à população LGBT, nove anos de incentivo à continuação da violência e discriminação contra LGBT, nove anos de endosso da impunidade.

Em parceria com diversas instituições, com o intuito de despertar para este cenário, nos dias 23 e 24 de novembro, a ABGLT estará apoiando a realização de três eventos consecutivos no Congresso Nacional: o Seminário Escola Sem Homofobia, a Audiência Pública Bullying Homofóbico nas Escolas, e o Seminário sobre os Assassinatos de LGBT.

Ao Judiciário, que continue julgando favoravelmente as demandas pela igualdade de direitos, condenando os casos de homofobia, punindo de forma rigorosa a violação dos direitos humanos de LGBT.

Que continue baseando suas decisões nos preceitos constitucionais da não-discriminação, da dignidade humana, da intimidade, da segurança e do direito à vida.

Aos Religiosos, que ajudem a semear a cultura da paz e do amor ao próximo. E que determinados religiosos fundamentalistas parem imediatamente de incitar a discriminação e o ódio contra as pessoas LGBT, ao nos categorizarem como “doentes” ou “anormais”.

Temos testemunhado que essa intolerância pregada por setores fundamentalistas cristãos tem sido transformada em violência extrema. A pregação religiosa que ataca os homossexuais acaba por legitimar atitudes de ódio.

Infelizmente, temos assistido a uma onde conservadora, que ganhou contornos fortes na campanha presidencial. Ela atinge mulheres, negros, nordestinos e LGBT.

É preciso dar um basta a todo e qualquer tipo de preconceito. Vivemos em um país democrático, onde a igualdade e a não-discriminação são preceitos fundamentais. Esta violência há de parar. A vida humana não pode ser banalizada desta e nem de qualquer outra forma.

Que a sociedade brasileira se conscientize da gravidade do problema da homofobia e da difusão de preconceitos. E que o Estado brasileiro aja para garantir direitos e reprimir exemplarmente atitudes de violência e discriminação.

Por uma cultura de paz e respeito à diversidade.

ABGLT – Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Carta do I Encontro Nacional de Pesquisa em Diversidade Sexual e Direitos Humanos - Campinas, 09 e 10 de outubro de 2010

Ao final do I Encontro Nacional de Pesquisa em Diversidade Sexual e Direitos Humanos os grupos e núcleos de pesquisa ali reunidos pactuaram um documento com recomendações e propostas relativas aos direitos sexuais e reprodutivos. Subscrevem o documento 18 grupos e núcleos de pesquisa presentes naquela ocasião. Outros grupos e núcleos que queiram apoiar a iniciativa podem entrar em contato através do email diversidadesexual.pagu@gmail.com até a data de 30 de novembro.

Solicitamos a todos e todas que divulguem ao máximo possível a Carta, pois acreditamos que vem se somar a outras iniciativas que vêm sendo realizadas visando à defesa dos direitos sexuais e reprodutivos.

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Carta do I Encontro Nacional de Pesquisa em Diversidade Sexual e Direitos Humanos - Campinas, 09 e 10 de outubro de 2010

Nós, pesquisadoras/es reunidas/os no I Encontro Nacional de Pesquisa em Diversidade Sexual e Direitos Humanos, realizado na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) entre os dias 09 e 10 de outubro de 2010, defendemos como fundamental e estratégica uma aliança na abordagem teórica e política das questões feministas e LGBT, por entendermos que as dimensões de sexualidade e gênero estão entrelaçadas de forma indissociável.

Assim, recomendamos a implementação das seguintes propostas relativas aos direitos sexuais e reprodutivos:

1. Descriminalização do aborto como questão de saúde pública;

2. Igualdade de direitos na esfera pública entre casais de pessoas do mesmo sexo e heterossexuais (casamento, adoção, reprodução assistida);

3. Despatologização da transexualidade, garantindo-se direitos assegurados no campo das políticas públicas, especialmente na área da saúde;

4. Garantia dos direitos civis para transexuais e travestis, tais como o reconhecimento legal do nome social – inclusive o reconhecimento no âmbito da universidade, nos currículos gerados a partir da Plataforma Lattes e nas ferramentas de pesquisa -, dos direitos conjugais e de adoção;

5. Combate à homofobia, ao racismo e ao machismo nas variadas esferas sociais (mídia, escola, saúde etc);

6. Apoio à criação imediata de um comitê de gênero e sexualidade no CNPq e incentivo à produção de conhecimento nessas áreas através de linhas de financiamento a projetos, pelas agências de fomento estaduais;

7. Que o repasse de recursos e financiamentos a pesquisas nas áreas de gênero e sexualidade se realize com editais de ampla visibilidade e a partir das agências de fomento a pesquisa.

Assinam esta carta:

Área de Pesquisa Diversidade Sexual, Poder e Diferença - Núcleo de Estudos de Gênero - PAGU/UNICAMP

Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos – CLAM/Instituto de Medicina Social/UERJ

Diadorim - Núcleo de Gênero e Sexualidade/Universidade do Estado da Bahia

Grupo de Estudos de Educação e Relações de Gênero - GEERGE/Faculdade de Educação/UFRGS

Grupo de Pesquisa Corpo, Identidades e Subjetivações - Programa de Pós-Graduação em Sociologia/UFSCar

Grupo de Pesquisa em Cultura e Sexualidade - CUS/Centro de Estudos Multidisciplinares em Cultura - CULT/UFBA

Laboratório de Pesquisas em Etnicidade, Cultura e Desenvolvimento - LACED/Museu Nacional/UFRJ

Mandacarú - Núcleo de Pesquisa em Gênero, Saúde e Direitos Humanos/UFAL

Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT - NUH/UFMG

Núcleo de Estudos sobre Marcadores Sociais da Diferença - NUMAS/Departamento de Antropologia/FFLCH/USP

Núcleo de Identidades de Gênero e Subjetividades – NIGS/UFSC

Núcleo de Pesquisa em Antropologia do Corpo e da Saúde – NUPACS/Instituto de Filosofia e Ciências Humanas/UFRGS

Núcleo de Pesquisa em Sexualidade e Relações de Gênero - NUPSEX/Instituto de Psicologia/UFRGS

Núcleo de Pesquisa em Sexualidade, Gênero e Subjetividade - NUSS/Departamento de Ciências Sociais/UFC

Núcleo de Pesquisa sobre Sujeito, Interação e Mudança – NUSIM/PPGAS/Museu Nacional/UFRJ

Observatório de Sexualidade e Política/ABIA

Projeto Diversidade Sexual na Escola/UFRJ

Ser-Tão - Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gênero e Sexualidade/UFG

terça-feira, 5 de outubro de 2010

INSCRIÇÕES ABERTAS [últimos dias]: Encontro de Pesquisa em Diversidade Sexual e Direitos Humanos


O I Encontro Nacional de Pesquisa em Diversidade Sexual e Direitos Humanos foi pensado com o objetivo de reunir professores e pesquisadores que atuam em núcleos e grupos de pesquisa ligados à temática da diversidade sexual e dos direitos humanos no Brasil, estabelecendo um espaço de reflexão e de compartilhamento de experiências.

Durante o encontro, esperamos refletir sobre as experiências de produção e disseminação de conhecimento acadêmico acerca da diversidade sexual no Brasil e sobre as potencialidades e limites de que essa produção colabore na promoção e garantia de direitos humanos. Para tanto, procuramos colocar em diálogo experiências de núcleos/grupos de pesquisa e de publicações que incorporam a temática da diversidade.

Esperamos ainda elaborar um documento final com recomendações para fortalecer a produção e difusão de conhecimento em diversidade sexual na perspectiva dos direitos humanos.

O I Encontro ocorre na Unicamp, simultaneamente ao VIII ENUDS (Encontro Nacional Universitário de Diversidade Sexual), nas tardes de 09 e 10 de outubro. É uma realização da Área de Pesquisa Diversidade Sexual, Poder e Diferença do Núcleo de Estudos de Gênero – PAGU/Unicamp, com coordenação de Iara Beleli; Isadora Lins França e Regina Facchini e apoio da Secretaria de Direitos Humanos - Presidência da República, da Universidade Estadual de Campinas e da Comissão organizadora local do VIII ENUDS – Grupos Identidade, MO.LE.CA e NuDU.

Saiba mais e inscreva-se AQUI .
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I Encontro Nacional de Pesquisa em Diversidade Sexual e Direitos Humanos
Local:
Auditório II, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), Unicamp, Campinas, SP
Data: 09 e 10 de outubro de 2010
Horário: 14h30 às 18h30
Inscrições: 01 a 07 de outubro de 2010

domingo, 26 de setembro de 2010

CINE PAGU: O IMPÉRIO DOS SENTIDOS

O Império dos Sentidos (direção de Oshima Nagisa,1976)

Declarado Obsceno no Japão, mas exibido sem cortes no festival de Cannes de 1976, O Império dos Sentidos apresenta um provocativo desdém para com as convenções sociais e, simultaneamente, cinematográficas, dedicadas ao registro cênico da vida familiar e conjugal (Misoguchi, Ozu, Naruse, Kurosawa). Com cenas de sexo antes não vistas nas grandes telas, o filme logo espalhou polêmicas. Nossa intenção é retomar parte destas polêmicas, a partir do recorte prazer-desejo, continuando assim o debate, iniciado no semestre passado, sobre as fronteiras entre o erótico e pornográfico na linguagem cinematográfica. A tentativa de Oshima de combater a “repressão social” através da “transgressão sexual”, passou por muitas releituras nestes 34 anos, o que certamente nos renderá muito o que dizer.

DATA: 29/09/2010

HORÁRIO: 19:00h

LOCAL: Auditório II do IFCH

DEBATEDOR CONVIDADO: Carlos Martins (UNESP- Rio Claro)

Coordenação: Karla Bessa

Assistente de Coordenação: Carolina Parreira

PROMOÇÃO: Núcleo de Estudos de Gênero Pagu/Unicamp

QUARTAS DA ANTROPOLOGIA: PRAZERES PERIGOSOS




"Prazeres perigosos: o S/M e os limites da sexualidade"

Profa. Dra. Bibia Gregori
(DA/Unicamp)



Data: 29 de setembro de 2010

Horário: 16h00

Local: Auditório II do IFCH

Promoção:
Programa de Pós Graduação em Antropologia Social
Departamento de Antropologia

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Grupo de estudos - calendário de reuniões



Na última quinta-feira, 09/09, às 14h00, na biblioteca do Pagu, o grupo de estudos Diversidade sexual, poder e diferença esteve reunido para a discussão do texto:

WEEKS, Jeffrey. O corpo e a sexualidade. In LOURO, Guacira Lopes. O corpo educado: pedagogias da sexualidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.

Aproveitamos para salientar que a participação no grupo é aberta a estudantes de graduação e pós, pesquisadores, gestores e ativistas. Seguem as datas agendadas para as reuniões do grupo até o fim do ano, sempre nas quintas-feiras, às 14h00:


Setembro

Outubro

Novembro

Dezembro

23/09

14/10

11/11
25/11

09/12


No dia 23 de setembro serão discutidos os capítulos 1, 2 e 4 da História da Sexualidade (volume I) de Michel Foucault. Nas reuniões seguintes, o grupo se debruçará sobre bibliografia relacionada a violência e homofobia.

Além das reuniões, entre as atividades do semestre, está programado que os integrantes do grupo acompanharão as atividades do Enuds, que ocorrerá na Unicamp entre 08 e 12 de outubro.

As reuniões do grupo tem sido coordenadas pela Dra. Isadora Lins França e cumprido um papel fundamental no amadurecimento da reflexão teórica dos estudantes envolvidos na realização do projeto integrado de pesquisa desta Área, bem como na dos envolvidos em projetos de iniciação científica orientados por pesquisadoras da Área. Tem sido também um espaço rico para troca de experiências entre estudantes, pesquisadores, gestores e ativistas que frequentam as reuniões.

Pesquisadoras/es do Pagu no Stonewall 40 + [em Salvador]

Entre 15 e 17 de setembro, pesquisadoras desta Área, Dras. Regina Facchini e Larissa Pelúcio, e pesquisadores colaboradores do Pagu, Drs. Júlio Assis Simões e Richard Miskolci, participarão da programação do Stonewall 40 + o que no Brasil?, na cidade de Salvador.

Programação do Stonewall 40 + o que no Brasil?
Locais: Saladearte - Cinema do Museu (Corredor da Vitória, 2195), bar Âncora do Marujo (Avenida Carlos Gomes, 809), Creperia La Bouche, Beco da Off (Barra) e Bahia Café Aflitos (Largo dos Aflitos, Centro)

Dias 15, 16 e 17 de setembro de 2010, em Salvador

Objetivo geral: O projeto do evento foi um dos vencedores da primeira edição do edital Cultura LGBT, da Secretaria de Cultura do governo do Estado da Bahia. O objetivo das mesas redondas é o de realizar um balanço dos estudos acadêmicos relacionados com a temática LGBT, o movimento LGBT e as políticas públicas e identitárias desenvolvidas no Brasil após o marco da revolta de Stonewall. A proposta é reunir em Salvador alguns dos principais pesquisadores/ativistas da área.

Dia 15 – Saladearte - Cinema do Museu (Corredor da Vitória, 2195)

15h - Mesa de abertura

16h – Os estudos e movimentos LGBT no Brasil pós-Stonewall

Coordenador: Dr. Djalma Thurler (professor da UFBA)

Participantes: Dr. Edward MacRae (É professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Autor do livro A construção da igualdade - Identidade sexual e política no Brasil da "abertura" e co-autor do livro O que é homossexualidade), Dra. Regina Facchini (pesquisadora do Núcleo de Estudos de Gênero Pagu e professora colaboradora do Programa de Pós-graduação em Ciências Sociais, ambos da Universidade de Campinas, autora do livro Sopa de letrinhas: movimento homossexual e produção de identidades coletivas no anos 90 e Na trilha do arco-íris – do movimento homossexual ao LGBT), Keila Simpson (vice-presidente trans da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais).

Debatedor: Dr. Luiz Mott (Professor aposentado do Departamento de Antropologia da UFBA e presidente do Grupo Gay da Bahia)

18h – 19h – coquetel e lançamento de livros

19h – Os estudos, políticas e direitos sobre o corpo e a saúde LGBT no Brasil pós-Stonewall

Coordenadora: Dra. Milena Brito (professora da UFBA)

Participantes: Dr. Wilton Garcia (Professor da Universidade Braz Cubas (UBC). É autor dos livros Corpo, mídia e representação: estudos contemporâneos e Homoerotismo & imagem no Brasil), Dra. Berenice Bento (professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, coordenadora do Núcleo de Estudos Interdisciplinares em Diversidade Sexual, Gêneros e Direitos Humanos, autora dos livros A (re) invenção do corpo: sexualidade e gênero na experiência transexual e O que é transexualidade), Dr. Fernando Seffner (professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, autor de dezenas de textos sobre situações de vulnerabilidade a aids, representações culturais das masculinidades homossexuais e bissexuais e gênero).

Debatedora: Tess Chamusca Pirajá (mestranda do Programa Multidisciplinar em Cultura e Sociedade e integrante do grupo de pesquisa em Cultura e Sexualidade)

21h30 – Bate papo com Larissa Pelúcio seguida de performances de transformistas no Bar Âncora do Marujo (Avenida Carlos Gomes, 809, Centro).

Dia 16 – Saladearte - Cinema do Museu (Corredor da Vitória, 2195)

18h – Estudos, políticas e os marcadores sociais da diferença na comunidade LGBT no Brasil pós-Stonewall

Coordenador: Gilmaro Nogueira (mestrando do Programa Multidisciplinar em Cultura e Sociedade e integrante do grupo de pesquisa em Cultura e Sexualidade).

Participantes: Dr. Júlio Simões (professor de antropologia na Universidade de São Paulo, autor de vários artigos, capítulos e livros, entre eles Na trilha do arco-íris: do movimento homossexual ao LGBT, atualmente pesquisa a produção social da diferença por meio da articulação das categorias de raça, gênero, sexo, idade e classe), Dr. Osmundo Pinho (professor da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, autor de vários artigos sobre relações raciais, identidades sociais, sexualidade e gênero), Dra. Larissa Pelúcio (autora do livro Abjeção e Desejo - uma etnografia travesti sobre o modelo preventivo de aids, professora de antropologia na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho).

Debatedor: Nilton Luz (integrante do Fórum Baiano LGBT)

21h30 – Show de Ginna de Mascar e Valerie O’rarah e confraternização no Beco da Off (Barra)

Dia 17 – Saladearte - Cinema do Museu

18h – Novas perspectivas e desafios políticos atuais

Coordenadora: Patrícia Conceição (mestranda do Programa Multidisciplinar em Cultura e Sociedade e integrante do grupo de pesquisa em Cultura e Sexualidade)

Participantes: Dr. Richard Miskolci (professor da Universidade Federal de São Carlos, coordenador do grupo de pesquisa Corpo, Identidades e Subjetivações. Editou o livro Marcas da diferença no ensino escolar e co-editou a coletânea O legado de Foucault), Dra. Suely Messeder (professora de antropologia da Universidade do Estado da Bahia, autora do livro Ser ou não ser: uma questão para pegar a masculinidade, coordenadora do Núcleo de Estudos de Gênero e Sexualidades - Diadorim) e Deco Ribeiro (Jornalista, educador, ativista e diretor da primeira Escola Jovem LGBT do Brasil, em Campinas).

Debatedor: Dr. Leandro Colling (coordenador do grupo de pesquisa em Cultura e Sexualidade (CUS) e professor da UFBA)

20h30 – Shows e festa de encerramento no Bahia Café Aflitos (Largo dos Aflitos, Centro) com a seguinte programação:

DJ Chiquinho toca as músicas que marcaram a comunidade LGBT

Cortejo Afro, o bloco que respeita a diversidade sexual

Show de Bagageryer Spielberg em comemoração aos seus 25 anos de carreira, com Dion, Sfat Auermann, Valerie O’rarah e Jubelíssima

Show com Claudia Wonder

Banda Samba das Moças

Inscrições para recebimento de certificados pelo extensaoihac@gmail.comEste endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. até 13 de setembro (nome completo e curso/instituição)

Realização: grupo de pesquisa Cultura e Sexualidade (CUS), da Universidade Federal da Bahia, e Multi Planejamento Cultural

Patrocínio: Fundo de Cultura da Bahia – Edital Cultura LGBT (Fundação Pedro Calmon/Secult)

Apoio: GGB, GLICH, Instituto Adé Diversidade, Fórum Baiano LGBT, Gapa Bahia, Afro LGBT, Grupo de Homossexuais da Periferia de Salvador, Diadorim, Kiu, Oxente Salvador e Dois Terços.

Fonte: aqui

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

8o ENUDS: inscrições prorrogadas!


O 8o. ENUDS - Encontro Nacional Universitário da Diversidade Sexual prorrogou o prazo para a realização de inscrições. Trata-se de um evento de caráter político-acadêmico em torno da discussão sobre gênero e sexualidades. O encontro objetiva reunir o meio acadêmico, movimentos sociais, lideranças governamentais e outros interessados nessa temática.

O ENUDS contará com mesas de debate, grupos de trabalho, mini-cursos e oficinas, atividades culturais e mostra de vídeo e filmes. A programação é bastante diversificada e conta com pesquisadores, professores e ativistas de todo o país, oferecendo um rico panorama da produção e reflexão na área de diversidade sexual. A programação e o resumo das mesas podem ser consultados aqui e os GAT podem ser consultados aqui.

O evento acontecerá na Unicamp, nos dias 08 a 12 de outubro. A comissão organizadora é composta por militantes do Identidade - Grupo de Luta pela Diversidade Sexual de Campinas e do NuDU - Núcleo de Diversidade Sexual da Unicamp. O Núcleo de Estudos de Gênero Pagu/Unicamp, através do projeto de "Implantação da Área de Diversidade sexual, poder e diferença", colabora para a realização do Encontro, auxiliando na elaboração da programação científica.

Pesquisadoras da área no Fazendo Gênero 9



Os pesquisadores do projeto de implantação da área "Diversidade sexual, poder e diferença" marcaram presença no Fazendo Gênero 9, seminário internacional realizado na UFSC no último mês de agosto.

A pesquisadora Iara Beleli (Pagu/Unicamp) coordenou, em parceria com Ivia Alves (NEIM/UFBA), o Simpósio Temático "Corporalidade na Mídia", em que propunha "uma reflexão sobre como as variadas mídias enfrentam, e produzem, alteridades e hierarquias (...) a partir de formas corporais, práticas sexuais, marcas raciais, de gênero e nacionais contribuindo para o estabelecimento das relações de poder através do corpo". Iara Beleli também participou da mesa "Publicações Feministas: os desafios do cenário atual".

A área também esteve representada pela pesquisadora Regina Facchini (Pagu/Unicamp) no ST "Homossexualidades no Brasil contemporâneo: práticas, saberes e experiências", coordenado por Antonio Crístian Saraiva Paiva (UFC) e Luiz Mello (UFG). Regina Facchini apresentou o trabalho "Convenções em movimento: separações e articulações de gênero e sexualidade", em que trazia uma "análise dos processos pelos quais gênero e sexualidade são articulados entre homens e mulheres que têm relações afetivo-sexuais com pessoas "do mesmo sexo", bem como da inserção diferenciada de homens e mulheres trans nas políticas públicas brasileiras".

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

17 e 18/08: Seminário Internacional Sexualidades, Saberes e Direitos em São Carlos


Seminário Internacional Sexualidades, Saberes e Direitos

Local: Anfiteatro Bento Prado Jr – Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) – São Carlos-SP

Data: 17 e 18 de agosto de 2010 Organização: Richard Miskolci (DS-UFSCar)/Larissa Pelúcio (UNESP-Bauru)

Promoção: Grupo de Pesquisa Corpo, Identidades e Subjetivações – PPGS – DS -UFSCar

Programação completa com resumos do seminário aqui.

Transmissão Online será feita (apenas ao vivo e no horário do seminário) pelo site: www.uab.ufscar.br


terça-feira, 10 de agosto de 2010

COMO FOI O I ENCONTRO PAULISTA DE PESQUISA EM DIVERSIDADE SEXUAL

O I Encontro Paulista de Pesquisa em Diversidade Sexual alcançou seus objetivos.

A mesa de abertura contou com as autoridades, a representante da Secretaria de Educacão Superior do Estado de S. Paulo, do representante do secretário de Justiça e da FAPESP.

Na primeira mesa, Júlio Assis Simões (USP) apresentou um panorama histórico das investigações sobre (homos)sexualidades desde a década de 1930 até a década de 1980. Começou com um estudo na área médica, em fins da década de 1930, o qual iniciou focado nos então chamados “pederastas passivos”, mas terminou por reconhecer uma grande diversidade de variações de pessoas e práticas. Depois, Simões voltou-se para o clássico estudo “Homossexualismo em São Paulo” e a emergência da temática entre a década de 1970 e 1980, em especial na UNICAMP, por meio dos trabalhos de Peter Fry, Néstor Perlongher e a importante atuação como orientadora de Mariza Corrêa.

Em seguida, Regina Facchini (Pagu-UNICAMP) expôs um levantamento das pesquisas na área no Estado de São Paulo, no qual ainda predomina a produção na área médica e/ou em tópicos associados à aids/hiv ou sobre gênero compreendido como categoria descritiva. Em suma, predominam estudos sobre mulheres, reprodução ou sobre sexualidade associada a uma questão epidemiológica ou de educação sexual (compreendida como prevenção de DSTs, etc). Há poucos grupos de pesquisa registrados que lidam especificamente com diversidades sexual, homossexualidades, etc.

Por fim, Richard Miskolci apresentou o documento redigido pela Comissão Científica do evento com o título Perspectivas. Nele, são sintetizadas as demandas do grupo em três pontos, dentre os quais se destaca a demanda de criação de uma linha de fomento específica para este campo de investigação por parte das agências financiadoras.

Após um intervalo, a segunda mesa focou nas áreas de Artes e Comunicação (Horácio Costa, USP), Saúde (Cristiane Gonçalves Silva, UNIFESP-Santos) e Educação. Destaque para a apresentação de Fernando Teixeira Filho (UNESP/Assis) sobre o quadro de pesquisas no Brasil e no Estado de São Paulo. Ficou claro o desafio de consolidar a área de sexualidade em seus próprios termos.

A iniciativa que uniu a Cordenadoria para Políticas para Diversidade Sexual da Secretaria de Justiça do Estado e alguns dos/as mais destacados/as pesquisadoras/es da área de sexualidade das universidades públicas no Estado (UNICAMP, UNESP, UFSCar e USP) se revelou um primeiro passo, pequeno, mas sólido e bem-sucedido na criação de um diretório de pesquisadores/as que trará muitos frutos para a consolidação e desenvolvimento da área em São Paulo.

O evento resultou de um longo trabalho da Cordenadoria, em especial da dedicação de Dimitri Sales e Débora Malheiros, associado à comissão científica formada por:

Prof. Dr. Ferdinando Martins (USP)

Prof. Dr. Fernando Silva Teixeira Filho (UNESP/Assis)

Prof. Dr. Horácio Costa (USP)

Prof. Dr. João Winck (UNESP/Bauru)

Prof. Dr. Jorge Leite Jr. (UFSCar)

Prof.a Dr.a Larissa Pelúcio (UNESP/Bauru)

Prof.a Dr.a Regina Facchini (UNICAMP)

Prof. Dr. Richard Miskolci (UFSCar)

___________________________________________________________________

Relato por Prof. Dr. Richard Miskolci, no original aqui.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

AMANHÃ: ATO CONTRA O ASSASSINATO DE CAMILLE GERIN [campinas]

A Coordenadoria de Travestis e Transexuais do Identidade - Grupo de Luta pela Diversidade Sexual, vem por intermédio desta convocar a todas e todos, para um ATO PÚBLICO neste próximo sábado, dia 07 de Agosto, que terá início em frente ao Prédio da Fepasa, "Estação Cultura", às 10:00 horas, seguirá pela rua 13 de maio, em um Ato Silencioso, tornando pública nossa dor e revolta pela morte de Camille Gerin, vítima de Homofobia e Sexismo.


Convidamos e sugerimos a todas e a todos que compuserem conosco este ATO que venham vestidos de preto, com guarda-chuva também preto. Aquel@s que quiserem trazer cartazes de indignação por conta da violência que a comunidade LGBT tem sofrido ou algum objeto e foto que lembre a Camille e tantas outras vítimas de homofobia, sintam-se a vontade!!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Pesquisa Convenções de Gênero, Sexualidade e Violência entre LGBT em São Paulo a todo vapor


A pesquisa Convenções de Gênero, Sexualidade e Violência entre LGBT na cidade de São Paulo está a todo vapor!

Estamos neste momento entrando em contato com pessoas que se disponibilizaram a responder uma segunda parte da pesquisa e conversar com nossos pesquisadores de modo mais prolongado.

A recepção tem sido muito boa e desde já gostaríamos de agradecer a todos os voluntários!

Para saber mais sobre o projeto, clique aqui. Trata-se do subprojeto desta área coordenado por Regina Facchini. A pesquisa tem o apoio financeiro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Amanhã: lançamento de NAS REDES DO SEXO em São Paulo


por Regina Facchini

Nas redes do sexo
é o livro resultante da pesquisa de doutorado da antropóloga María Elvira Díaz-Benítez, atualmente pesquisadora colaboradora do Pagu/Unicamp.

A pesquisa de María Elvira é uma aula de técnica etnográfica e de ética na pesquisa antropológica: não é fácil fazer etnografia de práticas eróticas sem resvalar para um tom vulgar, como também não é nada simples etnografar pessoas que geram tanta curiosidade quanto as/os trabalhadores da indústria da pornografia sem exotizá-las/os.

No entanto, a autora consegue fazer um ótimo trabalho etnográfico, nos levando a questionar pressupostos de outrora sobre "carreiras desviantes" e lugares comuns sobre o caráter "transgressor" desse universo formado por diretores, recrutadores, atores e atrizes, prostitutas, michês, travestis e abordando com detalhes bastante instrutivos o seu lugar em campo e dilemas éticos da pesquisa.

Na melhor tradição antropológica, María Elvira sabe que transgressão e reiteração de convenções sociais são duas faces de uma mesma moeda. Desse modo, explora moralidades e relações de poder que permeiam não só os bastidores do pornô, mas a sociedade brasileira.

Gênero, sexualidade, idade, raça, classe, regionalidade são alguns dos marcadores de diferença presentes na análise prudente, respeitosa e arguta das redes e personagens que habitam os bastidores do pornô e da indústria do sexo em São Paulo.

Veja também a matéria publicada no jornal O Globo sobre o livro.

Serviço
Lançamento de Nas redes do sexo: os bastidores do pornô brasileiro
Local: Livraria da Vila - Al. Lorena, 1731
Data: terça, 20/07
Horário: das 19h30 às 22h
Programação: Debate com a autora, Rita Cadilac, M. Max e Valter José Maria Filho seguido de sessão de autógrafos


Últimos dias para propor trabalhos ao 8o. ENUDS

A Unicamp receberá entre 08 e 12 de outubro deste ano o 8o. Encontro Universitário de Diversidade Sexual (ENUDS) e estamos nos últimos dias para a submissão de propostas para os 12 grupos de apresentação de trabalhos que integram a programação do evento.

O prazo para envio de resumos é até 25/07 pelo site http://www.identidade.org.br/2010/html/apresenta/index.html. Clique aqui para orientações para o envio de trabalhos.

Lembramos que podem ser propostos trabalhos em diferentes formatos (texto, vídeo, montagem teatral, montagem em dança, performance, pintura, gravura, escultura ou fotografia) e que não é necessário ter vínculo universitário para fazê-lo. Reflexões sobre experiências ativistas ou de intervenção comunitária são bem vindas.

Integração com ativistas e profissionais que atuam com LGBT

No último mês o Núcleo de Estudos de Gênero PAGU/Unicamp participou de diversas atividades relacionadas à temática LGBT e novas atividades estão programadas com nossos parceiros.

Abaixo, um breve relato das atividades de que participamos e as previstas para este mês.

Entre 17 e 19 de junho, estivemos presentes no Seminário Nacional Psicologia e Diversidade Sexual: desafios para uma sociedade de direitos, organizado pelo Conselho Federal de Psicologia em Brasília. Para saber sobre a programação e atividades desse Seminário clique aqui e aqui.

Entre 10 e 28 de junho, acompanhamos a programação do 8o. Ciclo de Debates Diversidade em Pauta, organizado pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. No dia 25/06, contribuímos com as dicussões das mesas sobre o tema Prazeres no armário.

Entre os dias 01 e 03 de julho, acompanhamos as atividades e participamos das mesas Estado laico, fundamentalismo e os direitos sexuais e reprodutivos (em substituição a Valéria Melki) e Movimento LGBT e movimentos sociais: aprofundando alianças, no 4o. Encontro Paulista LGBT, promovido pelo Fórum Pulista LGBT. Como resultado desse encontro foi divulgada a Carta de São Carlos, leia aqui.

Entre os dias 22 e 23 de julho, colaboraremos com a Formação em Direitos Humanos e Políticas Públicas para LGBT , organizada pelo Grupo de Trabalho em Diversidade Sexual da Prefeitura de Embu em parceira com o Grupo Corsa.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Novidades e boas vindas aos novos projetos e bolsistas

O mês de junho foi muito produtivo aqui pelas bandas da área Diversidade sexual, poder e diferença. Além de toda interação com os parceiros locais do nosso projeto, propiciada pelas atividades do Mês do Orgulho LGBT, tivemos uma das maiores atividades já realizadas no Cine Pagu e sua primeira edição no Museu da Imagem e do Som (MIS).

Nossa primeira reunião do grupo de estudos também foi um sucesso: definimos o modelo de nossas reuniões, as leituras e o calendário dos próximos encontros e contamos com 14 integrantes, entre pesquisadores doutores, estudantes de graduação e pós-graduação, ativistas e técnicos em políticas públicas.

Mas as novidades e os bons frutos do nosso projeto não param por aí. Nos últimos meses, trabalhamos na orientação de estudantes para apresentação de projetos para a seleção 2010-11 de bolsas de iniciação científica CNPq e SAE/Unicamp. Foram apresentados 04 projetos de pesquisa orientados pelas pesquisadoras do PAGU que integram esta área. Esses projetos permitem explorar novos aspectos das temáticas propostas no projeto integrado da área. E é com grande alegria que recebemos a notícia de que todos as propostas integradas a este projeto que encaminhamos foram selecionadas para realização entre agosto de 2010 e julho de 2011.

Assim, damos nossas boas vindas aos novos pesquisadores bolsistas e a seus projetos e lhes desejamos sucesso:

Bolsista: Heloísa Fernanda Camargo (4o. semestre da graduação em Ciências Sociais/Unicamp)
Orientadora: Profa. Dra. Iara Aparecida Beleli
Título do Projeto: Convenções de gênero e sexualidade na produção e no consumo de Fanfictions YAOI no Brasil
Resumo do Projeto: Com a expansão da utilização da internet nos últimos anos abriram-se também novas possibilidades de socialização e expressão de identidades variadas. O objetivo deste projeto é analisar as convenções de gênero e sexualidade nas fanfictions YAOI brasileiras - histórias escritas por fãs – a maioria, mulheres - de diversos produtos midiáticos (filmes, livros e histórias em quadrinhos), cujo tema principal é o relacionamento afetivo/sexual entre homens. A partir da análise da produção e da relação entre produtoras e leitores/as, essas convenções permitem perceber tanto o que é celebrado como identidade gay, quanto as recusas a determinados tipos de comportamentos, que, no limite, podem ser lidas como homofobia. Esse corpus se junta às análises de produtos midiáticos, em elaboração no projeto mais amplo – ao qual este se vincula (“Implantação da área de pesquisa Diversidade Sexual, Poder e Diferença no Núcleo de Estudos de Gênero Pagu\Unicamp”) -, permitindo comparações entre produtos da mídia percebidos como tradicionais – novelas, publicidade - e outros pensados como mais vanguardistas (fanfictions). A pesquisa está centrada na produção e no consumo de fanfictions YAOI em sites brasileiros na internet, assim como na relação que se estabelece entre essas produtoras e entre elas e os/as leitores/as.

Bolsista: Luisa Soave Moreto Coan
Orientadora: Profa. Dra. Karla Adriana Martins Bessa
Título do Projeto: Subjetividades GLBT no cinema: Festival Mix da Diversidade Sexual
Resumo do Projeto: Essa pesquisa pretende fazer uma análise da estrutura e organização do Festival Mix da Diversidade Sexual, circuito cinematográfico voltado para o público GLBT, que se põe a refletir, expôr e representar a vida, os conflitos e a subjetividade de personagens também gays e lésbicos nas películas exibidas. Partindo de uma análise estrutural geral, com os tipos de sessões que o formam, suas divisões internas, seu crescimento e difusão pelo Brasil, a uma específica , em que agruparemos alguns dos filmes premiados em suas edições e procuraremos destrinçar, por meio da análise fílmica, as temáticas principais e mais recorrentes, para enterdermos o modo como a subjetividades homossexuais foram e são representadas na sétima arte e o que houve de novo e transformador nessa representação com o passar dos anos. Ao final deste trabalho, faremos uma comparação dessa estrutura e temáticas do festival Mix do Brasil com a de alguns festivais de cinema internacionais.

Bolsista: Thiago Henrique de Oliveira Falcão (4o. semestre da graduação em Ciências Sociais/Unicamp)
Orientadora: Profa. Dra. Regina Facchini
Título do Projeto: Homofobia e silêncio: (des)conhecimento de leis, convenções sobre ativismo e denúncia da violência
Resumo do Projeto: Este projeto de iniciação cientifica visa colaborar para a produção de conhecimento que subsidie o enfrentamento da violência homofóbica, em especial no que diz respeito à compreensão dos motivos de não denúncia. Integrado a uma investigação mais ampla em curso no Núcleo de Estudos de Gênero Pagu/Unicamp, este projeto tem por objetivo investigar a relação entre: 1) o (des)conhecimento de leis e recursos (equipamentos públicos, organizações de apoio, programas estatais) para a proteção dos direitos da população em geral e dos LGBT em específico; 2) as convenções acerca do movimento LGBT, da organização em torno da promoção dos direitos de LGBT e das iniciativas no executivo e no legislativo; e 3) a capacidade de buscar apoio em situação de discriminação ou violência. A metodologia proposta é qualitativa e quantitativa e tem como procedimentos: 1) a análise temática dos dados acerca de denúncia, conhecimento de leis e recursos e denúncia de situações de violência ou discriminação num conjunto de 30 entrevistas em profundidade; 2) o cotejo desses dados com os provenientes de um conjunto de 310 questionários estruturados acerca do tema. O conjunto de 30 entrevistas é composto por maiores de 18 anos, moradores do município de São Paulo, que tiveram ao menos uma situação de discriminação ou violência ao longo da vida e sejam participantes de eventos do Orgulho LGBT.

Bolsista: Vinícius Pedro Correia Zanoli (4o. semestre da graduação em Ciências Sociais/Unicamp)
Orientadora: Profa. Dra. Regina Facchini
Título do Projeto: Identidade: trajetória e “conexões ativas” do movimento LGBT em Campinas
Resumo do Projeto: O objetivo geral deste projeto de iniciação científica é, a partir da análise da trajetória do Grupo Identidade de Campinas, colaborar para a produção de conhecimento sobre o movimento LGBT (de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) no Brasil, sobretudo no que diz respeito às possíveis particularidades referentes a esta modalidade ativista em cidades do interior. Como objetivos específicos pretende explorar o impacto das relações internas ao grupos e das que se dão com outros atores sociais sobre as demandas, estratégias, modos de organização e motivação para a ação. Este projeto parte de metodologia eminentemente qualitativa, tomando como técnicas de pesquisa a análise documental, observação etnográfica e entrevistas. A revisão de bibliografia sobre o movimento no país permitirá refinar o referencial teórico deste trabalho e dará parâmetros comparativos para analisar a trajetória do grupo. As visitas para a observação de atividades, bem como seu registro em diário de campo, serão fundamentais para a escolha de entrevistados e para cotejar discursos e práticas. A análise de documentos do grupo ajudará a traçar a trajetória do movimento LGBT em Campinas. Serão realizadas 8 entrevistas, posteriormente transcritas e analisadas a partir do cotejo com os dados da observação etnográfica e da pesquisa documental.

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