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domingo, 26 de setembro de 2010

CINE PAGU: O IMPÉRIO DOS SENTIDOS

O Império dos Sentidos (direção de Oshima Nagisa,1976)

Declarado Obsceno no Japão, mas exibido sem cortes no festival de Cannes de 1976, O Império dos Sentidos apresenta um provocativo desdém para com as convenções sociais e, simultaneamente, cinematográficas, dedicadas ao registro cênico da vida familiar e conjugal (Misoguchi, Ozu, Naruse, Kurosawa). Com cenas de sexo antes não vistas nas grandes telas, o filme logo espalhou polêmicas. Nossa intenção é retomar parte destas polêmicas, a partir do recorte prazer-desejo, continuando assim o debate, iniciado no semestre passado, sobre as fronteiras entre o erótico e pornográfico na linguagem cinematográfica. A tentativa de Oshima de combater a “repressão social” através da “transgressão sexual”, passou por muitas releituras nestes 34 anos, o que certamente nos renderá muito o que dizer.

DATA: 29/09/2010

HORÁRIO: 19:00h

LOCAL: Auditório II do IFCH

DEBATEDOR CONVIDADO: Carlos Martins (UNESP- Rio Claro)

Coordenação: Karla Bessa

Assistente de Coordenação: Carolina Parreira

PROMOÇÃO: Núcleo de Estudos de Gênero Pagu/Unicamp

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Cine Pagu apresenta e discute o filme Dirty Diaries no MIS


Nesta edição do Cine Pagu, daremos continuidade ao debate sobre as fronteiras permeáveis entre erotismo e pornografia, abordando-as no âmbito do pensamento feminista e no que concerne à linguagem cinematográfica. Dirty Diaries (Suécia, 2009) foi auto-intitulado pelos seus criadores e realizadores como sendo um filme “pornográfico feminista”. O que caracteriza o aspecto feminista deste filme é a maneira intencional com a qual visa quebrar certas convenções e premissas presentes nos filmes conhecidos como pornô mainstream. Em outras palavras, o filme procura concretizar uma via de politização da pornografia, a qual passa a ser utilizada como meio de mostrar e buscar a libertação feminina frente aos padrões estéticos dominantes na indústria pornográfica. Não bastasse essa postura, o filme ainda aborda com delicadeza e firmeza a questão da diversidade sexual.

Das Imagens: dois corpos indefinidos e completamente cobertos que se beijam numa cama. Uma sucessão de imagens – dildo azul, pêssegos, centro de um tronco de árvore, miolo de uma rosa, um ânus. Um homem e uma mulher numa cama (ou apenas uma mulher, seu dildo e suas fantasias?). Animação gráfica, duas mulheres, uma mesa de sinuca, um voyeur. Uma mulher, um site, um telefonema, um homem. Bico de um seio, praia, gemidos. Dez mulheres, cinco lutas em cinco camas. Duas mulheres, um telefone, palavras e gemidos. Dildo marrom, três mãos que se movem, vozes. Diferentes lugares, uma mulher que se exibe. Uma mulher, um/uma policial, jogo, punir e ser punido. Uma mulher idosa, suas fantasias, três mulheres (ou três homens vestidos de mulheres?).



Estas são as histórias de Dirty Diaries, uma compilação de doze filmes pornográficos feministas suecos de curta duração. Produzido por Mia Engberg, foi lançado em 2009. As temáticas abordadas nos curtas são diversas, mas todos eles parecem guardar um ponto em comum: buscam quebrar com os modelos e convenções – de filmagem, de posições sexuais, de personagens, de corpos - utilizados pelas produções da indústria pornográfica mainstream.

Ao acessar o site ((www.dirtydiaries.se) criado para a divulgação do filme, é possível encontrar uma ficha técnica de cada uma das produções, bem como um manifesto no qual estas mulheres autoras/produtoras/atrizes/diretoras reafirmam seus objetivos já expressos nos filmes.

Coordenação: Karla Bessa (Pagu/Unicamp)

Debatedoras: Carolina Parreiras (doutoranda em Ciências Sociais - Unicamp) e Fernanda Leão (Cientista Social - Unicamp)


Data: 23/06/2010

Horário: 18:30h

Local: MIS (Museu da Imagem e do Som de Campinas).
Rua Regente Feijó, 859 - Palácio dos Azulejos – Centro.

Promoção: Núcleo De Estudos de Gênero/PAGU/UNICAMP e MIS (Museu da Imagem e do Som/ Campinas.

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