COMBATER A HOMOFOBIA: ESSA LUTA É TODO DIA
No dia 9 de Julho de 2010, (sexta-feira passada), fomos mais uma vez atingidos em nossa dignidade em razão de uma grave violação de direitos humanos contra um jovem gay de 18 anos, JONATHAN EDUARDO ALVES DO PRADO vítima de agressão covarde e homofóbica por parte de um segurança GUSTAVO PIRES RODRIGUES, do bar CAMP CHOPP, na Praça Bento Quirino, no centro de Campinas.
Em atitude abertamente homofóbica, o segurança ofendeu verbalmente o jovem Jonathan e na seqüência lhe desferiu um tapa no rosto, um golpe de cassetete no braço e por último em sua cabeça, o que fez com que o jovem desfalecesse e perdesse muito sangue, sendo socorrido e levado ao pronto-socorro, numa situação de alto risco que poderia até mesmo ter tirado sua vida. E mesmo depois de tudo isso, o agressor ainda afirmou que “viado tem mesmo que morrer”, não deixando qualquer dúvida sobre suas motivações de ódio a homossexuais.
Esta não é a primeira e certamente não será a última ocorrência de homofobia (ódio, aversão ou intolerância contra pessoas em razão de sua orientação sexual ou identidade de gênero) no município de Campinas, no Estado de São Paulo e no Brasil, e temos consciência do desafio que enfrentamos, nesta luta cotidiana contra as situações de discriminação contra a população LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).
Mas é nossa obrigação vir a público e denunciar esta barbárie praticada em razão do ódio homofóbico, exigir que as autoridades públicas municipais, estaduais e federais tomem as providências cabíveis, e convocar à população à solidariedade não apenas ao jovem Jonathan, mas a todas as pessoas que são vítimas de discriminação e intolerância, seja por homofobia, machismo, racismo, intolerância religiosa ou procedência regional ou nacional, ou qualquer outra motivação de desigualdade.
Precisamos mais uma vez erguer nossas vozes pela aprovação no Senado do PLC nº 122 de 2006, criminalizando a homofobia, e denunciar estes fatos perante o Governo Municipal para aplicar a Lei Municipal nº 9.809 de 1998, que pune qualquer ato de discriminação em Campinas, e perante o Governo Estadual para a aplicação da Lei Estadual nº 10.948 de 2001, punindo atos homofóbicos no âmbito do Estado de SP.
Para reafirmar publicamente nosso repúdio a este fato e a toda e qualquer forma de discriminação, e dizer a todo o povo de Campinas, do Estado de SP e do Brasil que não haverá uma verdadeira democracia sem o respeito a todas e todos, com a superação de todas as formas de opressão à humanidade, estamos convocando uma manifestação pública para esta sexta-feira, 16/07/2010, às 19h00, na Praça Bento Quirino, e contamos com a presença de quem está nessa luta pra valer.
DIGA NÃO À DISCRIMINAÇÃO! HOMOFOBIA NUNCA MAIS
Organizações que assinam este manifesto : Aos Brados-Vivência Digna da Homossexualidade ; Comissão Organizadora da Parada LGBT de Campinas ; Comunidade LGBT da Vila Padre Anchieta ; E-Camp - Grupo E-Jovem em Campinas ; E-Jovem – Grupo de Adolescentes Gays, Lésbicas e Aliados ; Identidade – Grupo de Luta Pela Diversidade Sexual ; MO.LE.CA – Movimento Lésbico de Campinas ; NuDU – Núcleo de Diversidade Sexual da Unicamp ; Frente LGBT do PcdoB ; Núcleo LGBT do PT ; Juventude do Movimento Democrático Brasileiro- JMDB Campinas ; Associação Cida da Terra - Promotoras Legais e Populares de Campinas ; Associação Social, Cultural e Beneficente de Tradições Afro-Brasileiras "Inzo Musambu" Rainha das Águas Doces ; Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Campinas ; Coordenadoria Nacional LGBT da UBES (União Brasileira de Estudantes Secundaristas) ; Escola Jovem LGBT ; Coletivo LGBT da CUT (Central Única dos Trabalhadores) SP ; Coletivo LGBT da APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de SP) ; Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas ; União da Juventude Socialista - Campinas
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sexta-feira, 16 de julho de 2010
segunda-feira, 14 de junho de 2010
Cine Pagu apresenta e discute o filme Dirty Diaries no MIS

Nesta edição do Cine Pagu, daremos continuidade ao debate sobre as fronteiras permeáveis entre erotismo e pornografia, abordando-as no âmbito do pensamento feminista e no que concerne à linguagem cinematográfica. Dirty Diaries (Suécia, 2009) foi auto-intitulado pelos seus criadores e realizadores como sendo um filme “pornográfico feminista”. O que caracteriza o aspecto feminista deste filme é a maneira intencional com a qual visa quebrar certas convenções e premissas presentes nos filmes conhecidos como pornô mainstream. Em outras palavras, o filme procura concretizar uma via de politização da pornografia, a qual passa a ser utilizada como meio de mostrar e buscar a libertação feminina frente aos padrões estéticos dominantes na indústria pornográfica. Não bastasse essa postura, o filme ainda aborda com delicadeza e firmeza a questão da diversidade sexual.
Das Imagens: dois corpos indefinidos e completamente cobertos que se beijam numa cama. Uma sucessão de imagens – dildo azul, pêssegos, centro de um tronco de árvore, miolo de uma rosa, um ânus. Um homem e uma mulher numa cama (ou apenas uma mulher, seu dildo e suas fantasias?). Animação gráfica, duas mulheres, uma mesa de sinuca, um voyeur. Uma mulher, um site, um telefonema, um homem. Bico de um seio, praia, gemidos. Dez mulheres, cinco lutas em cinco camas. Duas mulheres, um telefone, palavras e gemidos. Dildo marrom, três mãos que se movem, vozes. Diferentes lugares, uma mulher que se exibe. Uma mulher, um/uma policial, jogo, punir e ser punido. Uma mulher idosa, suas fantasias, três mulheres (ou três homens vestidos de mulheres?).

Estas são as histórias de Dirty Diaries, uma compilação de doze filmes pornográficos feministas suecos de curta duração. Produzido por Mia Engberg, foi lançado em 2009. As temáticas abordadas nos curtas são diversas, mas todos eles parecem guardar um ponto em comum: buscam quebrar com os modelos e convenções – de filmagem, de posições sexuais, de personagens, de corpos - utilizados pelas produções da indústria pornográfica mainstream.
Ao acessar o site ((www.dirtydiaries.se) criado para a divulgação do filme, é possível encontrar uma ficha técnica de cada uma das produções, bem como um manifesto no qual estas mulheres autoras/produtoras/atrizes/diretoras reafirmam seus objetivos já expressos nos filmes.
Coordenação: Karla Bessa (Pagu/Unicamp)
Debatedoras: Carolina Parreiras (doutoranda em Ciências Sociais - Unicamp) e Fernanda Leão (Cientista Social - Unicamp)
Data: 23/06/2010
Horário: 18:30h
Local: MIS (Museu da Imagem e do Som de Campinas). Rua Regente Feijó, 859 - Palácio dos Azulejos – Centro.
Promoção: Núcleo De Estudos de Gênero/PAGU/UNICAMP e MIS (Museu da Imagem e do Som/ Campinas.
Das Imagens: dois corpos indefinidos e completamente cobertos que se beijam numa cama. Uma sucessão de imagens – dildo azul, pêssegos, centro de um tronco de árvore, miolo de uma rosa, um ânus. Um homem e uma mulher numa cama (ou apenas uma mulher, seu dildo e suas fantasias?). Animação gráfica, duas mulheres, uma mesa de sinuca, um voyeur. Uma mulher, um site, um telefonema, um homem. Bico de um seio, praia, gemidos. Dez mulheres, cinco lutas em cinco camas. Duas mulheres, um telefone, palavras e gemidos. Dildo marrom, três mãos que se movem, vozes. Diferentes lugares, uma mulher que se exibe. Uma mulher, um/uma policial, jogo, punir e ser punido. Uma mulher idosa, suas fantasias, três mulheres (ou três homens vestidos de mulheres?).

Estas são as histórias de Dirty Diaries, uma compilação de doze filmes pornográficos feministas suecos de curta duração. Produzido por Mia Engberg, foi lançado em 2009. As temáticas abordadas nos curtas são diversas, mas todos eles parecem guardar um ponto em comum: buscam quebrar com os modelos e convenções – de filmagem, de posições sexuais, de personagens, de corpos - utilizados pelas produções da indústria pornográfica mainstream.
Ao acessar o site ((www.dirtydiaries.se) criado para a divulgação do filme, é possível encontrar uma ficha técnica de cada uma das produções, bem como um manifesto no qual estas mulheres autoras/produtoras/atrizes/diretoras reafirmam seus objetivos já expressos nos filmes.
Coordenação: Karla Bessa (Pagu/Unicamp)
Debatedoras: Carolina Parreiras (doutoranda em Ciências Sociais - Unicamp) e Fernanda Leão (Cientista Social - Unicamp)
Data: 23/06/2010
Horário: 18:30h
Local: MIS (Museu da Imagem e do Som de Campinas). Rua Regente Feijó, 859 - Palácio dos Azulejos – Centro.
Promoção: Núcleo De Estudos de Gênero/PAGU/UNICAMP e MIS (Museu da Imagem e do Som/ Campinas.
sábado, 12 de junho de 2010
Campinas celebra mês da diversidade sexual: veja programação!

Com o tema "Dez Anos de Luta: Todos Juntos pela Igualdade Social", a Comissão da Parada do Orgulho LGBT de Campinas e do Mês da Diversidade Sexual divulgou o material e a programação oficial do evento que ocorre entre os dias 12 e 27 de junho.
12/06 - Festa Dia dos Namorados E-Jovem na Praça Carlos Gomes com show comemorativo, a partir das 20 horas.
13/06 - Gincana da Diversidade Sexual no Parque Taquaral, a partir das 13 horas. Apresentação: Priscilla Drag.
19/06 - Concurso de Novos Talentos Padre Anchieta - abertura do evento com a peça teatral "Nem Tudo Está Perdido!" de Priscilla Drag, a partir das 20 horas.
24/06 - "Típica Festa Junina LGBT Nova Europa", a partir das 20 horas, no Bosquinho do Jardim Nova Europa.
25/06 - "Big Juice" no Sucão: Apresentação de Priscilla Drag e Lohren Beauty, a partir das 20 horas.
26/06 - "Manifestação Sáfica" na Praça Bento Quirino a partir das 20 horas. Nesta data também ocorre a festa oficial Pré-Parada LGBT de Campinas, na Pride Club, a partir das 23:30h.
27/06 - "10ª Parada do Orgulho LGBT de Campinas". Concentração no Largo do Pará, Centro, a partir das 13 horas. Apresentação de Priscilla Drag, Pretty Lupon e Lorhen Beauty.
Fonte: blog central de notícias gays
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